quinta-feira, abril 20, 2006
A EXCEPÇÃO DE JPP
O princípio do fim ?

Eis uma prova, sem margem para dúvidas, do que está a acontecer ao nosso planeta devido à acção malévola do homem.
Aqui podem ver o artigo da BBC e todas as fotos.
Não há uma sem duas, nem duas sem três...ad infinitum
Não terá certamente o perfil da Neide e para além disso é nossa compatriota, caramba!
«Match Point», de Woody Allen
Esta é a versão redutora. O filme tem muito mais.Resumidamente e desprovido de imensos pormenores que fazem a diferença, eis o resumo de, sensivelmente, dois terços do filme. A parte restante não a vou revelar, mas posso garantir que é fantástica.
Então, com a bola em cima da rede, será que vai cair do lado da esposa fiel ou da amante lasciva?
Woody Allen acertou em cheio nos actores de Match Point. Jonathan Rhys Meyers está absolutamente soberbo no papel de Chris. O filme gira todo à sua volta, mas o actor tem qualidade suficiente para se desenvencilhar de momentos tão diferentes e de amplitude tão vasta como os de intensa paixão e os de profundo desespero. Scarlett Johansson está sensualíssima: no vestir, no olhar e, especialmente, na voz, rouca e quente. À sua volta, uma mão cheia de secundários que jamais ofuscam as verdadeiras estrelas do filme, antes as fazem brilhar ainda mais.
Há mesmo muito tempo que não via um filme de Woody Allen tão bom. Tudo, em Match Point, roça a perfeição. O argumento é soberbo, desenvolvendo-se numa feliz conjugação de racionalidade e surpresa; os actores, magníficos; a realização oscila entre os grandes planos, mostrando nas faces das personagens todos os contornos da história, e planos abertos, onde Londres ganha um enquadramento diferente aos olhos de um americano…
E por falar nisso, não deixa de surpreender o virtuosismo de Woody Allen. Newyorker obsessivo, passou toda a sua carreira a mostrar a sua a sua cidade, bebendo os seus sons sofisticados com especial destaque para o jazz, a sua cultura pop e pseudo-intelectual de vanguarda, sem esquecer os mais belos planos urbanos da história do cinema. Mas, agora, a convite da BBC, foi filmar para Londres. Quem pensar que esta mudança geográfica deixou Allen “como peixe fora de água” está totalmente enganado. O realizador vestiu a pele britânica que lhe assentou como uma luva. Assim, em vez de edifícios arquitectonicamente modernos, temos mansões seculares. Em vez de modernos analistas da alma, como Freud e Jung, temos esse espeleólogo de almas que dá pelo nome de Dostoievsky. Em vez de jazz, temos ópera. Com tais ingredientes, é óbvio que o resultado só poderia ser um filme verdadeiramente clássico, uma tragédia como “La Traviatta”, de Verdi, que Chris vai assistir no Royal Albert Hall (e não ao Rádio City Music Hall…).
Há quem diga que os grandes filmes são aqueles que nos possibilitam várias camadas de leitura, ou análises válidas a partir de diferentes pontos de vista. A isto adicionaria uma outra característica: são aqueles que nos fazem pensar muito depois de termos saído da sala de cinema.
Game, set and match: Mr. Woody Allen.

EXPLICAÇÕES DE PORTUGUÊS (1)
"Percussor, percursor ou precursor?"
- Percussor (como percutor) designa aquilo que percute; pode ser também uma peça metálica usada para percutir.
Ex. “Um percussor permite a propagação de um som.”
- Percursor denomina aquele e/ou aquilo que percorre, que passa por, que examina e/ou explora.
Ex. “O Abel é o percursor da secção onde se embalam as mercadorias.”
- Precursor refere-se ao que “corre antes” (pré + correr); anuncia algo antecipadamente; precede o que vai acontecer.
Ex. “Júlio Verne foi um precursor da ficção científica moderna.”
Rochoso, Gelado e a 20 Mil Anos/Luz

Na imagem: representação artística do novo planeta (ESO)
Astrónomos descobriram um planeta extra-solar mais parecido com a Terra do que qualquer outro até agora descoberto. É possível afirmar-se isto porque, até agora, só tínhamos detectado gigantes gasosos como Júpiter. Este é diferente: tem uma massa cerca de cinco vezes maior do que a Terra e, tal como o nosso planeta, uma superfície rochosa.
Mas as semelhanças acabam aqui. O planeta orbita uma estrela anã vermelha uma vez em cada dez anos. Esta estrela tem 5 vezes menos massa do que o Sol e é muito mais fria. Tendo isto em conta, calcula-se que a temperatura na superfície do novo planeta ronde os 220 graus negativos – demasiado gelado para que a água possa existir em estado líquido. Mas os astrónomos acreditam que o planeta possa ter uma fina atmosfera, ainda que a sua superfície rochosa deva estar soterrada sob um enorme manto de gelo.
É mais correcto dizer-se que o planeta agora descoberto é mais parecido com Plutão do que com o nosso.
Também está muito mais longe: a estrela à volta da qual orbita encontra-se a 20 mil anos/luz de distância, não muito longe da região central da Via Láctea, a nossa galáxia. Se conseguíssemos construir uma nave espacial que viajasse a velocidades próximas dos 300 mil quilómetros por segundo, demoraríamos, mesmo assim, mais de 20 mil anos a chegar lá. Isto é para terem uma ideia das distâncias envolvidas. Mais extraordinário é que, dada a infinita dimensão do Universo, descobrir um planeta a 20 mil anos/luz é quase como dizer adeus ao vizinho do lado. Por exemplo, a galáxia que se encontra mais perto da nossa – a vizinha Andrómeda – fica a 2 milhões de anos/luz de distância.
Ainda não foi desta que demos com um planeta com características especiais que nos levem a acreditar que a vida extraterrestre pode ser possível. A existir, esse tipo de planeta será muito, muito difícil de detectar, e mais ainda de investigar. Seja como for, nem sequer é por causa de hipotéticos homenzinhos verdes que esta descoberta é importante. Como afirmou Uffe Gråe Jørgensen, do Instituto Niels Bohr, em Copenhaga, Dinamarca, e membro da equipa de investigação, “este é o primeiro planeta a ser descoberto cujas características parecem bater certo com as teorias de formação do Sistema Solar”.
Andamos às voltas com esta teoria há muito tempo. Temos uma ideia do que poderá ter acontecido, mas não temos forma de a demonstrar inequivocamente. De uma forma geral, aceita-se que a formação de sistemas planetários resulta da acumulação de pedaços sólidos de matéria que depois acabam por formar o núcleo dos planetas. Os cientistas chamam a esses pedaços “planetesimais”.
Estes núcleos, depois de formados, podem acretar gás da nebulosa que os rodeia dando origem a gigantes gasosos como Júpiter, desde que a massa desses núcleos cumpra os “mínimos olímpicos”. Caso contrário, são rochosos.
Segundo este modelo, em órbita de estrelas anãs vermelhas, é provável a formação de planetas com massas entre a da Terra e a de Neptuno, e com órbitas que variam entre 1 a 10 vezes a distância que separa o nosso planeta do Sol (cerca de 150 milhões de quilómetros).
A presença deste novo planeta pode levar-nos a duas importantes conclusões. Primeiro: se o modelo está certo ali, é possível que bata certo no nosso Sistema Solar. Segundo: os planetas de superfície rochosa são capazes de ser mais comuns do que os gigantes gasosos.
O que nos leva outra vez à questão da vida extraterrestre. Infelizmente, ainda nos faltam umas boas centenas de milhares de anos para podermos ir bater à porta do vizinho e saber se, afinal, está alguém lá em casa.
La Tigre e la Neve
Frase como “Mille punti!” ou “Buon giorno, Principessa!” são inesquecíveis e Benigni será para sempre recordado por isso. Nos anos que se seguiram com “Pinocchio” e participações no filme “Astérix et Obélix Contre César” caiu na vulgaridade, esta era a última oportunidade de relançar a carreira. E aqui Benigni, com o seu tradicional ar cómico e as diversas desaventuras que atravessa, torna-se um Chaplin dos nossos tempos.
Em “La Tigre e La Neve” repete a receita vencedora da obra-prima: um homem invulgar, divertido, indiferente ao perigo e muito apaixonado, totalmente fascinado por uma mulher, vê-se separado dela pela guerra. Quando a sabe ferida nos confins do mundo, a sua dedicação irá levá-lo até lá e o Amor irá realizar todos os milagres necessários para a salvar.
Desde a primeira cena, em que um estranho casamento é interrompido, o espectador é confrontado com a possibilidade de o filme não seguir os padrões habituais. Quem não viu “La Vita è Bella” adorará este filme, quem viu irá pensar que é o mesmo. Benigni não pode ser criticado por ter repetido o seu único êxito, se o primeiro foi um filme do agrado de todos, este também o poderia ser. Numa época em que os efeitos especiais são o actor principal, o regresso às simples estórias de amor deve ser aplaudido.
| Título Original: "La Tigre e la Neve" (Itália, 2005) |
João Soares...
Seguindo os passos do paizinho, sempre protegendo o status-quo que permite à oligarquia parlamentar estas frescuras tropicais. Um belo representante do deputado que o país dispensava de bom grado.
Os blogs dos jornalistas do Público
Para que se possam entreter, aqui está uma lista (em actualização) dos jornalistas do Público que têm blogs (ou flickrs):
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Rui Gaudêncio
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